top of page

Efluente fora do padrão da CETESB (Artigos 18 e 19): O que fazer para evitar multas e interdições? ⚠️🏭

10 de ago.
3 min de leitura

Receber um laudo de laboratório com parâmetros de DBO, DQO, Óleos e Graxas ou Metais Pesados acima do permitido é o pesadelo de qualquer gerente industrial, coordenador de EHS ou responsável técnico. Em São Paulo, o descumprimento dos Artigos 18 e 19 do Decreto Estadual nº 8.468/1976 da CETESB coloca a operação em risco iminente de autuações graves, interdições e até perda da Licença de Operação (LO).

Se a sua Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) está operando no limite ou já apresentou inconformidades, entenda exatamente o que a legislação exige e o passo a passo para regularizar a sua planta antes que a fiscalização bata à porta.

📜 O que dizem os Artigos 18 e 19 do Decreto nº 8.468 da CETESB?

A legislação ambiental paulista divide o lançamento de efluentes líquidos em duas categorias principais de destino:

  • Artigo 18 (Lançamento Direto em Corpos de Água): Aplica-se às indústrias que lançam seus efluentes tratados diretamente em rios, córregos, lagos ou reservatórios. A norma estipula limites rigorosos para pH, temperatura, materiais sedimentáveis, DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), substâncias solúveis em hexano (óleos e graxas), metais pesados e toxicidade.

  • Artigo 19 (Lançamento no Sistema Público de Esgoto): Aplica-se ao lançamento de efluentes industriais na rede coletora pública (operada por companhias como a Sabesp ou autarquias municipais). Embora o efluente vá para uma ETE centralizada, a indústria é obrigada a realizar um pré-tratamento para atender aos parâmetros máximos e não danificar a tubulação pública nem inibir os processos biológicos da ETE municipal.

🚨 Quais são os riscos reais de operar fora do padrão?

O não cumprimento dos parâmetros estabelecidos pode gerar sanções gradativas e severas por parte da CETESB:

  1. Advertências e Notificações Formais: Abertura de processo administrativo ambiental com prazo sumário para adequação.

  2. Multas Diárias: Aplicação de penalidades financeiras pesadas, calculadas com base no porte da empresa e no grau da infração.

  3. Embargo ou Interdição da Atividade: Suspensão temporária ou definitiva do funcionamento da ETE ou da própria linha de produção geradora do efluente.

  4. Cassação ou Não Renovação da Licença de Operação (LO): Inviabilização jurídica da permanência da indústria no local.

  5. Responsabilização Administrativa, Civil e Criminal: Abertura de inquérito no Ministério Público com base na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).

🛠️ Passo a passo: O que fazer ao detectar um efluente fora do padrão?

1. Não altere os dados ou tente maquiar laudos

A amostragem enviada aos órgãos ambientais deve ser totalmente transparente. Tentar omitir resultados agrava a infração para a esfera criminal de falsidade ideológica.

2. Realize uma Amostragem de Checagem e Diagnóstico de Causa Raiz

Identifique se a alteração foi um pico isolado (descarte pontual de lavagem, choque de carga orgânica) ou uma falha contínua do sistema. Avalie o funcionamento dos equipamentos da ETE (aeradores, dosadores de químicos, bombas de recírculo e decantadores).

3. Avalie o Comportamento do Processo (Físico-Químico ou Biológico)

  • No Tratamento Físico-Químico: Verifique a dosagem de coagulantes, floculantes e corretores de pH (cal, soda, ácido). Erros na faixa ideal de coagulação são a causa nº 1 de fuga de arrasto e turbidez.

  • No Tratamento Biológico: Analise o Oxigênio Dissolvido (OD), a relação F/M, a idade do lodo e a presença de substâncias tóxicas/inibidoras que possam ter exterminado a biomassa ativa.

4. Elabore um Plano de Ação Técnico com Suporte Especializado

Apresentar um Plano de Adequação Técnica fundamentado com cronograma executivo demonstra boa-fé perante a fiscalização da CETESB, reduzindo drasticamente as chances de interdição imediata.

💡 A Importância da Consultoria Técnica da Amanda Enge

Resolver problemas de adequação ao Artigo 18 e 19 não consiste em apenas dosar mais produtos químicos. Ajustes empíricos costumam elevar os custos operacionais e agravar o desequilíbrio da ETE.

A Amanda Eng oferece consultoria especializada em engenharia sanitária e ambiental para indústrias e empresas, atuando com:

✅ Diagnóstico da Causa Raiz: Caracterização detalhada do efluente bruto e tratado com amostragem representativa.

✅ Otimização Processual e Ensaios de Tratabilidade (Jar Test): Redefinição das dosagens químicas ideais e parâmetros operacionais de aeração, recírculo e descarte de lodo.

✅ Adequação para Renovação de LO: Elaboração de relatórios técnicos e pareceres periciais para apresentação junto à CETESB.

✅ Projetos de Adequação de ETEs: Redimensionamento, automação e implementação de tecnologias de pré-tratamento e polimento final.

📲 Sua empresa recebeu uma notificação ou precisa adequar os efluentes aos parâmetros da CETESB?

Entre em contato diretamente com a Amanda Eng e agende uma consultoria técnica especializada para regularizar sua operação com segurança e economia!

Comentários


Não é mais possível comentar esta publicação. Contate o proprietário do site para mais informações.

Deus seja louvado!

bottom of page